quinta-feira, 30 de junho de 2011

Réptil




          Desconheço seus caminhos
 sinuosos
    de réptil astuto e sedutor.
                  Sibila ao meu ouvido um
                                               estranho amor,
                             em convite à vida ou à morte.
– Eu desajuízo, me entrego à própria sorte.


© Por Lilly Araújo-12/05/2001-Direitos Autorais Reservados.
Classificada para compor antologia do Concurso de mini poemas Landa Lopes

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Aniversário de Fernando Pessoa

Às três horas e vinte minutos da tarde de 13 de Junho de 1888 nasce em Lisboa Fernando Pessoa. É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo" [Wikipédia]



Poesia Felicidade Fernando Pessoa

“Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!”

Fernando Pessoa

Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.






segunda-feira, 6 de junho de 2011

Home Nosso Planeta, Nossa Casa/Meio Ambiente


Trailer de "Home - Nosso Planeta, Nossa Casa". O documentário mostra que em algumas poucas décadas, a humanidade interferiu no equilíbrio estabelecido no planeta nos últimos quatro bilhões de anos, e que a humanidade teria somente dez anos para reverter essa situação.

É um filme maravilhoso, não só pelo ponto de vista do nosso Meio Ambiente, mas também por ser um apanhado profissional que nos possibilita conhecer locais inexplorados e de magnífica beleza. Lançado desde 2009, em rede mundial e de graça, infelizmente ainda é desconhecido por muitos.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Um mundo multicoloridocolorido


Já faz algum tempo que eu tento imaginar o mundo multicolorido como um arco-íris, mas sabe, com tanta informação que nos chega a todo o momento, de pessoas que tem coragem de roubar não apenas o doce, mas comida de criancinhas, a merenda escolar, e a oportunidade delas sobreviverem numa realidade “menos pior”; entre várias outras atrocidades que a gente fica sabendo, e faz de conta que não todos os dias. Essas coisas me deixam cara a cara com um mundinho muito negro, sem graça, e sem cor nenhuma.
Só mesmo pesquisando e relembrando de pessoas raras que tentam criar o seu próprio mundo multicor mesmo!
 Pairo então meus próximos minutos em alguns nomes dessas pessoas que fazem a vida parecerem melhor como: Ghandi, Martin Luter King, Caio Fábio, Madre Teresa de Calcutá...
Quem sabe um dia eu chegue lá?!


Lilly Araújo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Depoimento da professora Amanda Gurgel


Por esses motivos todos muito bem explicados por essa professora, é que eu me estressei e tive problema de saúde, me afastei um período e por fim  tive que abandonar a profissão de professora.
Uma pena, pois com condições melhores muitos bons mestres estariam construindo brasileiros e brasileiras cidadãos, e não apenas gado!

domingo, 15 de maio de 2011

Publicação de meus textos.





Muito Feliz! Porque finalmente chegaram meus textos publicados nas Antologias da CBJE.
Quem se interessar vou deixar aqui os links:

Contos de Outono: O Casamento de Síssi
Seleta de Crônicas: Sem Pressa
Poetas Brasileiros 75: Minutos


sábado, 7 de maio de 2011

Para as mamães de plantão!



Por que ser mãe é se sorrir e se emocionar com cenas de pureza e emoção como está.
Parabéns a todas as mamães!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Beijo

Beijo

Eu te beijo com os olhos, com a boca
e com paladar.
Assim que te vejo já vou me jogar,
e me perco nos teus beijos de mar...

Eu te beijo com o corpo e com a alma,
estando acordada ou dormindo.
E assim que desperto eu corro para teus
lábios que me aceitam sorrindo.

Eu assim te desejo: num louco e forte beijar,
Porque hoje é dia do beijo,
e amanhã também será,
Para mim que te beijo querendo te matar...

- De beijos!


Por Lilly Araújo-13/04/2011 - Direitos Autorais Reservados.

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Caetano Veloso - Você não me ensinou a te esquecer



Você não me ensinou a te esquecer 
Caetano Veloso
Composição de Fernando Mendes, José Wilson e Lucas.

Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto

E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando me encontrar

E nesse desespero em que me vejo
já cheguei a tal ponto
de me trocar diversas vezes por você
só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando me encontrar

Letra retirada de Vagalume.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fico assim sem você



Fico Assim Sem Você
Composição: Abdullah / Caca Moraes

Avião sem asa,
Fogueira sem brasa,
Sou eu assim, sem você
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
Sou eu assim, sem você...
Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim...
Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho,
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço,
Namoro sem abraço,
Sou eu assim sem você...
Tô louco prá te ver chegar
Tô louco prá te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração...
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
Sou eu assim, sem você
Carro sem estrada,
Queijo sem goiabada,
Sou eu assim, sem você...
Você...
Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim...
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas prá poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

EU NAO EXISTO SEM VOCE

Eu Não Existo Sem Você .Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes.Voz: Maria Bethânia.

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você.


sábado, 19 de março de 2011

A Flor












" A Flor..."

É uma flor perdida entre alvuras e brumas
que eu persigo,
flor obscura nascida em teu corpo de neve e de sol
e escondida de todos, menos do amor...


Encontro-a depois da escalada entre o céu e a queda.
E quando a tenho em meus lábios, agarrando-me a ti
despenco no abismo.


terça-feira, 15 de março de 2011

POESIA



POESIA




AMOR era um jovem muito cobiçado,
morava na rua do Coração Apaixonado e 
todos o queriam por perto.
As mocinhas suspiravam por AMOR.

Certa vez, AMOR enamorou-se.
Chamava-se DOR a linda donzela.
Paciente, e persistente
pôs-se a lutar para conquistá-la

Então, ela sempre recebia
cartas de AMOR,
flores de AMOR,
e muitos outros presentes.

Casaram-se finalmente.
AMOR e DOR, entrelaçados eternamente!
Nasceu-lhes uma filha em um belo dia,
metade AMOR, metade DOR.
Batizaram-na POESIA.




© Por Lilly Araújo-Direitos Autorais Reservados.




P.S.: dia 14 de março comemora-se o dia Nacional da Poesia.




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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sem Pressa!



Sem Pressa!

    Ah, eu estou me sentindo meio descrente da vida, sabe? Com meu corpo sedentário sobre a cama por horas a fio, e já quase atrofiando a alma.
Estou com vontade de fugir de tudo que é urbano. Esquecer os fios conectores, o Bluetooth, Ipods, ou qualquer coisa que tenha teclas, ou telas, ou façam qualquer som frenético. Vontade de deixar esse mundo que se tornou tão aflito, e que tem sempre muita pressa. Onde tudo é manejado por um apertar de botões. Meus ouvidos estão feridos!
    Estou com sede de terra molhada, de sentir o aroma de grama amassada, de formiga esmagada, enquanto o único som que se possa ouvir seja dos pássaros lutando no ar, numa dança de acasalamento, paz e alegria; que seja o som das cortadeiras picotando suas folhas e marchando por entre os trieiros, como se fossem soldadinhos; que seja o som dos estalidos dos gravetos que se desprendem das árvores ou do bico das passarinhas que ajeitam maternalmente o ninho dos seus filhotinhos. Quero ouvir o som das águas batendo contra as pedras e fazendo esculturas infinitas.
Quero adentrar-me no rio e me deixar levar pelo seu leito tortuoso, e sentir a água me abraçar, e a brisa me acariciar. E ir percorrendo o seu caminho sem pressa. E ter tempo de observar o céu azul claro, e uma diversidade de aves cortando o seu espaço, todas leves e belas, alheias ao meu observar. E sentir o sol bater intermitente no meu rosto, entrecortando os ramos das matas ciliares que circundam o rio onde meu corpo bóia, como uma pluma, feliz!
      E assim continuar percorrendo juntos às águas, caminhos que eu nunca conheci, até que o dia seja noite. E sentir agora os dedos enrugados, e o bater das minhas mandíbulas pelo frio do rio, e isso também me deixar feliz.
   E me refugiar depois em uma das margens. Jogar meu corpo na areia e ficar inerte. Observar cuidadosamente que o céu trocou sua roupa anil por saias alaranjadas, que pouco a pouco vão se tornando azul turquesa, e salpicos como lantejoulas vão lhe sendo cosidas, em forma de estrelas.
   E no frio acolhedor da areia me deixar ficar um pouco mais, e notar que os sons também se transformaram. Agora, o bater das asas dos pequenos passarinhos silenciou. Dormem aconchegantes em seus galhos e ninhos. E as cortadeiras também foram descansar. Ainda estalam os pequenos gravetos que se desprendem, e o som das águas escultoras também continua o mesmo. Lentamente os anuros começam a reger a orquestra do anoitecer: sapos; pererecas e rãs, “gritam” e saltam desenfreadamente, como se quisessem alcançar os pirilampos piscantes pregados à grande teia que é o céu, e assim, comer uma a uma, cada estrela.
    Estou com sede dessa paz que há muito não sinto. Estou com medo de jamais torná-la a sentir. Presa na cadeia Cidade-Grande, onde os sons são sempre de botões, buzinas, palavrões e, acima de tudo, de pressa. Muita pressa.

© Por Lilly Araújo  - Direitos Autorais Reservados.

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

VOCÊ - MARINA ELALI (COM LEGENDA)

 
Você.
Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos
Você, que tanto tempo faz,
Você que eu não conheço mais
Você, que um dia eu amei demais
Você, que ontem me sufocou
De amor e de felicidade
Hoje me sufoca de saudade 
Você, que já não diz pra mim
As coisas que eu preciso ouvir
Você, que até hoje eu não esqueci
Você que, eu tento me enganar
Dizendo que tudo passou
Na realidade, aqui em mim
Você ficou
Você que eu não encontro mais
Os beijos que já não lhe dou
Fui tanto pra você
E hoje nada sou
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