segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Fernando Coelho


Trecho do diário de um autor desnecessário. Nunca mentira para uma mulher. Mas mentira, para si próprio. Não separava a manhã do dia. Começava a escrever cedo. Não tinha dimensão da solidão. Isso, de escrever, era o mais alto degrau de um infernal diálogo que travava. Da escrita e dele. Era uma relação desesperadora. Compreendia que escrever era mortal. Na mesa de vidro um vaso vermelho. Não tinha nenhum significado, não mais do que um ponto cego pra onde olhava. Uma decoração lerda. Era comum. As palavras rugiam de cavernas com fedor de alma. A maioria delas queria ficar onde estava, ou aparecerem escritas numa mesma palavra. Indomáveis. O seu trabalho era dissociá-las, dissecá-las, provocar-lhes um aborto de origem, socá-las o âmago amorfo. A sala não era maior do que o seu horizonte. Não entendia de medidas. Não podia comparar. Cada palavra tinha um significado. Achava-se um homem de significados. Mas entendia pouco de comportar-se, alimentar-se, dizer-se, precaver-se, alinhar-se, iludir-se, comprazer-se, animar-se, sonhar-se. Entendia somente daquela embocadura cavernosa, dilacerante, a lhe acumular emoções. Era isso sim, um transeunte, irmão de árvores sozinhas, parente próximo das portas que estavam ao seu redor. Os barulhos da rua, gritos, serras elétricas em prédios em construção, cachorros latindo, makitas cingindo granito, gente alegre por nada, automóveis, eram o fundo musical que mais gostava. O seu ato de escrever nunca foi reparador. Travava-lhe as costas quanto mais expunha o coração sanguinário e decomposto em cismas. Não tinha uma filosofia rígida que o fizesse entender o céu, nem colher a chuva, nem dimensionar quando não tinha trabalho. Não há trabalho para escritores. E ele era do pior tipo: rabugento, intragável, vil no trato, escanhoado de paciência, calvo de tolerância. Um letrado que não servia para o mercado. Era um escritor parecido com qualquer um: os que gostam muito de aparecer como escritor, sem saber escrever, mas com livros publicados e tudo, com os jovens escritores que amam suar os dedos para juntar expressões, ainda mais sobre rebeldia e amor e sexo. Ninguém quer escrever sobre guerras. Mas ele gosta, porque no fundo, ele mesmo é uma, ingênita, explosiva, miserável, pobre e fratricida. Hoje mesmo acha inútil escrever. Mas não é um ato separado dele. Se não o fizer, chora, procura matar-se na cozinha, olhando o fogo queimar a comida. O apetite afoga o seu dia. Se não escrever, é um sujeito pior, desordenado, ignorante, triste. Sua melhor companhia é a melancolia. Porque escrever não é um gesto, nem desagravo, nem uma ação cordial. Ele escrevia encurralado. Não tinha nenhuma saída. Entrega-se à própria prisão informal e escreve. Tem alguma convicção de que os escritores, quase todos, sentem o mesmo. Mas disfarçam numa taça de vinho de safra duvidosa, em noite de autógrafos de amigos distantes. Miseravelmente, ele ainda tem um problema: como não suporta ler o que escreve, espera, espera, ambíguo e atônito, que lhe apareça um leitor, apenas um. Ou morrerá sem apelo. E só.

Fernando Coelho.
Fernando Coelho-Facebook

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Oficina Literária Desafios dos Escritores-2013


CRÔNICAS DE MINAS GERAIS

De 21 de fevereiro a 3 de março de 2013, estarão abertas 16 vagas para o Desafio de Crônicas com temas inspirados em Minas Gerais, sua gente, sua literatura e sua História.
Durante 6 semanas, esse grupo especial de escritores terá suas crônicas avaliadas e comentadas por um grupo de escritores, professores e leitores. Ao fim, o vencedor receberá um troféu do Núcleo de Literatura do Centro Cultural da Câmara dos Deputados.
Envie ainda hoje sua ficha de inscrição (nome, pseudônimo, telefone, celular, endereço, cep, trabalho e pequeno currículo) para desafiosdosescritores@uol.com.br com sua primeira crônica escrita sobre um dos 3 temas já liberados no site:
http://www.desafiosdosescritores.com.br/



TEMAS DA PRIMEIRA SEMANA DE DESAFIO DE CRÔNICAS MINAS GERAIS
1- INSPIRADO NA LETRA DE MILTON NASCIMENTO, FAÇA-NOS SUA CRÔNICA COM ATÉ 50 LINHAS.

Fazenda
Milton Nascimento

Água de beber
Bica no quintal
Sede de viver tudo
E o esquecer
Era tão normal que o tempo parava
E a meninada respirava o vento
Até vir a noite e os velhos falavam coisas dessa vida
Eu era criança, hoje é você, e no amanhã, nós(2x)
Água de beber
Bica no quintal, sede de viver tudo
E o esquecer
Era tão normal que o tempo parava
Tinha sabiá, tinha laranjeira, tinha manga rosa
Tinha o sol da manhã
E na despedida,
tios na varanda, jipe na estrada
E o coração lá(4x)

2- INSPIRADO NO POEMA DE DRUMMONDA CHAVE
Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 1902 – Rio de Janeiro, 1987)
In: O Corpo, 1984

E de repente
o resumo de tudo é uma chave.
A chave de uma porta que não abre
para o interior desabitado
no solo que inexiste,
mas a chave existe.
Aperto-a duramente
para ela sentir que estou sentindo
sua força de chave.
O ferro emerge de fazenda submersa.
Que valem escrituras de transferência de domínio
se tenho nas mãos a chave-fazenda
com todos os seus bois e os seus cavalos
e suas éguas e aguadas e abantesmas?
Se tenho nas mãos barbudos proprietários oitocentistas
de que ninguém fala mais, e se falasse
era para dizer: os Antigos?
(Sorrio pensando: somos os Modernos
provisórios, a-históricos…)
Os Antigos passeiam nos meus dedos.
Eles são os meus dedos substitutos
Ou os verdadeiros?
Posso sentir o cheiro do suor dos guarda-mores,
o perfume- Paris das fazendeiras no domingo de missa.
Posso, não. Devo.
Sou devedor do meu passado,
cobrado pela chave.
Que sentido tem a água represada
no espaço onde as estacas do curral
concentram o aboio do crepúsculo?
Onde a casa vige?
Quem dissolve o existido, eternamente
existindo na chave?
O menor grão de café
derrama nesta chave o cafezal.
A porta principal, esta é que abre
sem fechadura e gesto.
Abre para o imenso.
Vai-me empurrando e revelando
o que não sei de mim e está nos Outros.
O serralheiro não sabia
o ato de criação como é potente
e na coisa criada se prolonga,
ressoante.
Escuto a voz da chave, canavial,
uva espremida, berne de bezerro,
esperança de chuva, flor de milho,
o grilo, o sapo, a madrugada, a carta,


A mudez desatada na linguagem
que só a terra fala ao fino ouvido.
E aperto, aperto-a, e de apertá-la, ela se entranha em mim. Corre nas veias.
É dentro em nós que as coisas são,
ferro em brasa – o ferro de uma chave.
3- INSPIRADO NA CRÔNICA DE FERNANDO SABINO, FAÇA-NOS UMA CRÔNICA DE ATÉ 50 LINHAS.

PRIMEIRA COMUNHÃO
Ele estava nervoso, muito empertigado no seu terninho branco: – Se colar no céu da boca o que é que eu faço?– Tira com a língua – recomendei. – Com o dedo não pode não?– Não pode não.
Ao entrarmos no pátio da igreja, esqueceu suas preocupações e saiu correndo para juntar-se aos outros. Sob o olhar embevecido dos pais a meninada se estranhava: tolhida pelo cuidado com a roupa toda branca e muito armada, e a fita no braço, e a expectativa da cerimônia, não se expandia livremente como no recreio do colégio. Ainda assim trançavam aqui e ali entre os adultos, brincando e rindo, criticando-se mutuamente:

– Você veio de luva? A professora disse que não precisava. – Uê, você está de calça comprida!– O padre disse que podia.– Meu laço é mais bonito que o seu.– O meu tem um desenhinho, olha aí.
Em pouco surgiu o vigário e os pôs em fila. Marcharam para o interior da igreja. Solenizados e hirtos, nós, os cavalões, também elegantemente ajaezados, nos postamos ao redor, prestando atenção na missa, como se nada estivesse acontecendo. Mas andava no ar o inquietante silêncio de algo precioso que estava para nos acontecer e que poderia escapar-nos, como uma palavra apenas sussurrada e de novo perdida. E a todo instante olhávamos disfarçados os nossos filhos, com a benevolente compreensão de quem lembra já ter vivido momento semelhante e teme não merecer sua renovação e teme não merecer sua renovação ao menos na lembrança. Eu, evidentemente, só tinha olhos para um menino no segundo banco, repetindo com os outros o ritual que o padre lhe ensinara, preparado para a sua primeira grande aventura.
De súbito um imprevisto ameaçou perturbar a cerimônia: uma voz de homem, alta e mal articulada. Irrompeu lá detrás e o bêbado veio avançando, vacilante, até se deixar cair sentado no banco a meu lado. Era um preto de camiseta de meia, sem mangas, provavelmente operário de alguma construção vizinha, e àquela hora da manhã já (ou ainda) estava no maior pileque deste mundo. Resmungou qualquer coisa e correu os olhos baços ao redor, sem ver nada. Várias cabeças se voltavam, apreensivas, como a pedir que eu fizesse alguma coisa – e eu não sabia o que diabo se deve fazer numa circunstância dessas.

– Psiu, companheiro, fique quietinho aí – sussurrei-lhe, temendo que ele reagisse, para agravar a situação. Limitou-se, porém, a olhar-me com desprezo e engrolar duas ou três palavras desastrosamente gritadas. Depois se pôs a falar em voz alta:

– Sou católico apostólico romano. Sou muito amigo de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O vigário deixou os meninos e veio de lá passar-lhe um pito, mas de nada adiantou: em pouco tempo ele recomeçava a falar. Até o celebrante, em meio à Missa, parecia perceber que algo de anormal acontecia.

– Vamos até ali fora – saltou de repente uma voz, e o preto foi empolgado pelo braço, carregado para fora como uma criança. Olhei com admiração o autor da façanha, que já voltava, livre do importuno: era um dos pais, o mais corpulento, cuja autoridade se fizera exercer de maneira tão categórica, a que até a mim intimidou, como se eu fosse também responsável pela perturbação da ordem. E a ordem voltou a reinar dentro do templo.

– Eu não sabia que na igreja também tinha leão de chácara – gracejou ainda uma senhora a meu lado.
O incidente me distraiu, fiquei pensando no preto atirado na rua. Ele estava inconveniente, não tinha dúvida, mas podia ser que fosse mesmo amigo de Nosso Senhor Jesus Cristo, e neste caso foi bom que eu não me tivesse metido.
Chegou enfim o momento. Um a um os meninos, cuidadosamente ensaiados, deixaram seus lugares e depois foram voltando sérios e contritos. Por um instante me deixo levar pela emoção, o coração se enternece e a lembrança procura recolher, sôfrega, o que possa guardar desse dia e que durante algum tempo me sustente em esperança de renovar-me. Há por que esperar: aquele menino ali no segundo banco, olhos baixos e de mãos postas, deve ter no momento mais prestígio que ninguém lá em cima e talvez se lembre de rezar pelo pai, que anda precisando muito.
Depois houve um lanche no pátio, com café e farta distribuição de sanduíches.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

VII Conc. POESIARTE - Resultado



1-Nome: Edweine Loureiro.*
Poesia: Filho da Floresta
Cidade: Saitama/Japão.
Pseudônimo: Aritana.
Pontuação: 456 pontos.

2-Nome: Perpetua Amorim.
Poesia: Deusa Mãe.
Cidade: Franca/SP.
Pseudônimo: Clarice Lismel.
Pontuação: 452 pontos.

3-Nome: Sonia Nogueira.
Poesia: Cajueiro.
Cidade: Fortaleza/CE.
Pseudônimo: Clara.
Pontuação: 442 pontos.

4-Nome: Regina Célia.*
Poesia: As árvores dão vida.
Cidade: Colombo/PR.
Pseudônimo: Aroeira.
Pontuação: 430 pontos.

5-Nome: Nédia Sales.*
Poesia: Cumprindo Ciclos.
Cidade: Conceição do Almeida/BA.
Pseudônimo: Ana Joaquina.
Pontuação: 412 pontos.

6-Nome: Flavio Machado.
Poesia: prosaicos amazônicos.
Cidade: Cabo Frio/RJ.
Pseudônimo: Aimberê.
Pontuação: 400 pontos.

7-Nome: André L. Soares.
Poesia: ÁRVORE DA VIDA.
Cidade: Guarapari/ES.
Pseudônimo: Cavaleiro de Cervantes.
Pontuação: 397 pontos.

 8-Nome: Roque Aloísio.
Poesia: RUMOREJOS.
Cidade: Santa Rosa/RS.
Pseudônimo: Olvido do Vento.
Pontuação: 393 pontos.

9-Nome: Jussara Godinho.*
Poesia: Viceje!
Cidade: Caixas do Sul/RS.
Pseudônimo: Flor Bela.
Pontuação: 385 pontos.

10-Nome: David Henrique.
Poesia: Futuro da Vida Arbórea.
Cidade: Belo Jardim/PE.
Pseudônimo: Curumim Silvícola.
Pontuação: 384 pontos.

11-Nome: Lilian Araújo.* ( Lilly Araújo)
Cidade: Anápolis/GO.
Pseudônimo: Flor de Cerejeira.
Pontuação: 383 pontos.

12-Nome: Marcos Sodré.
Poesia: OXALÁ.
Cidade: Armação dos Búzios/RJ.
Pseudônimo: Pescador.
Pontuação: 381 pontos.

13-Nome: Amélia Marcionila.
Poesia: O Guardador de Árvores.
Cidade: Pirapetinga/MG.
Pseudônimo: Uirapuru.
Pontuação: 374 pontos.

14-Nome: Janaína Santos.*
Poesia: Vida de Árvore.
Cidade: São Bernardo do Campo/SP.
Pseudônimo: Armadillo.
Pontuação: 369 pontos.

15-Nome: Geraldo Trombin.*
Poesia: ÁRVORE DEVIDA.
Cidade: Americana/SP.
Pseudônimo: eskrit’or
Pontuação: 357 pontos.

16-Nome: Jehan Santos.*
Poesia: Semeada na Metrópole.
Cidade: Cabo Frio/RJ.
Pseudônimo: Louis Parker.
Pontuação: 356 pontos.

17-Nome: Lohan Lage.*
Poesia: Árvore da vida.
Cidade: Trajano de Morais/RJ.
Pseudônimo: Andrade.
Pontuação: 319 pontos.

18-Nome: Gislaine Aparecida.
Poesia: Árvore da vida.
Cidade: São Paulo/SP.
Pseudônimo: Linda Gabt.
Pontuação: 319 pontos.

19-Nome: Marcelo de Oliveira.
Poesia: Árvore da vida.
Cidade: Salvador/BA.
Pseudônimo: Som.
Pontuação: 312 pontos.

20-Nome: Isabel Cora.
Poesia: Continuidade.
Cidade: Araruama/RJ.
Pseudônimo: Calopsita.
Pontuação: 265 pontos.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O fauno e a dríade



O fauno e a dríade

Disse o fauno lentamente
como se quisesse fazer
a dríade finalmente entender,
— Não há mais nada para nós aqui,
se ficarmos iremos morrer!

A pequena fada olhou em despedida
a última árvore que ainda não
havia sido abatida.
Bateu as asas lentamente,
e como se não quisesse mais ver,
deu-lhe as costas de repente.

O fauno, amigo fiel,
quedou-se calado, não sabia o que dizer,
trotou ao lado da desconsolada fada,
vislumbrando o cenário de horror:
tudo sem brilho, sem alegria e sem cor.

Não havia mais estrelas no céu,
não mais brilho do luar,
Tudo agora era triste e cinzento,
morrera a terra, sujou-se a água,
calou-se o vento.

Foi assim que partiram os últimos
seres encantados do planeta
chamado Terra.
Recolheram-se um a um,
fugindo desse mundo de tanta guerra.

Digladiou-se o HOMEM
contra si mesmo tantas vezes.
Atacou a natureza sem dó nem piedade,
seus atos foram malignos
e repletos de irresponsabilidade.

Foram os dois últimos a chegar
naquele novo lar,
prantearam todas as perdas,
e desejaram um novo recomeçar.

O mundo que para trás deixaram
já não teria mais o que comemorar.
Seria duro e cruel tentar viver,
depois de a última árvore fenecer.

Lilly Araújo- 07/01/2013

à 11º no Concurso POESIARTE VII/2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Uma FOTO salva vidas


Muitas pessoas pensam que os posts do Facebook não estão fazendo alguma diferença. Bem, eles estão errados.

Aqui está a história na Vodka...

' Argentina. Um grupo de voluntários alimentação desvia tirou uma foto que foi vista pelo mundo inteiro. O cão, segurando um pedaço de pão foi resgatado e chamado "Vodka" - um cão fêmea, cujo passado é desconhecido.

Vodka foi levado para um refúgio em Tucumán, Argentina. Depois de alguns meses, ela foi aprovada (em 14 de agosto de 2012) por uma família amorosa e tem uma boa vida agora. A família decidiu adotá-la depois que viram a sua famosa foto.

Socorristas do vodka desejam para todos saibam que a diferença pode ser feita e a nova vida na Vodka começado com uma foto.

Os cães ao fundo foram resgatados também.



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Cão cego ganha uma gata como guia!

“Terfel, de 8 anos, diagnosticado com catarata, vivia sem se movimentar dentro de uma cesta. Sua vida mudou quando sua dona adotou uma gata que serve de “guia” para ele.
Segundo Judy Godfrey-Brown, dona dos pets, foi algo inesperado e impressionante. A gata chamada Pwditat, fez amizade com Terfel imediatamente. Simplesmente foi até o cesto onde o cachorro ficava, o fez sair e passear no jardim.”

Não é a coisa mais linda? Mostrando que existe SIM, amizade entre cães e gatos!


Fonte



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Brinde de paleta




Se inscreva e ganhe a paleta, eu já pedi a minha!!

"Queremos que mais pessoas saibam sobre nós. Se você escrever algumas palavras sobre a nossa oferta de xampu em qualquer fórum adequado (como sorteios online, StartSampling ou similar) na internet, vamos enviar-lhe uma paleta de cores seis sombra de graça! Por favor note que as mensagens no Facebook ou Twitter não são aceitos. Se você estiver de acordo e ter feito a pós digite a URL do seu post ou apenas o nome do fórum onde você postou-o abaixo e clique em Continuar." Basta inserir o texto da sua publicação, clicar em continue e inserir seus dados.

Aqui sua inscrição

domingo, 16 de dezembro de 2012

Reflexões sobre a Solidão


Reflexões sobre a solidão

1. Só
Ontem a chuva chegou rasgando tudo.
Destruindo árvores,
reconstruindo cenários.
Levou embora o calor e trouxe medo,
reflexões, e anarquia.
Inundou parte da casa. Trouxe escuridão.

Então, à luz de velas,
pus-me a ler livros
recém-chegados e bem-vindos.
Histórias de amigos,
e um pouco da alma de cada um.
Foi aí que percebi que nunca estou só.
---------------------------------
2. Acompanhada


É inútil estar acompanhada
e ainda assim se sentir só.
Como se não houvesse ninguém
para segurar a mão, para apoiar a cabeça,
quando parece que todo o peso do mundo
a faz pender para o lado,
em busca de alento e um pouco de certeza.

É triste se sentir só,
quando esse não é o cenário visível.
Mas a solidão teimando em se instalar,
correndo na veia impregnada,
com sua verdade dolorida,
de que ela irá continuar
teimosa e arraigada, 
mesmo que se esteja acompanhada.

Lilly Araújo-16-12-12

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Salada Poética


Pedra Fundamental


Um dia mais velha



Um dia mais velha

Acordei um dia mais velha.
Procurei por rugas novas,
nada que eu pudesse notar de novo.
O dia de ontem passou cheio de votos,
pessoas amigas, pessoas parentes
e pessoas amigas virtuais.

Acordei. Velha.
As rugas estavam na alma,
e alma me cobrava maturidade:
Saber relevar decepções,
sorrir ante as desilusões,
contornar os erros,
levantar dos tropeços...

Acordei querendo não acordar.
Nos sonhos tudo era mais fácil,
e lá eu sabia voar.

Acordei mais eu ainda,
e desejei ser outra pessoa.
Mas a idade não me tolheu de saber
viver o faz-de-conta.
Então recorri à poesia...

Acordei.
Velha.
Poeta.
Feliz!

©Lilly Araújo-19/10/2012

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Declame para Drummond-2012



O Declame para Drummond 2012 é um intercâmbio de poesia autoral em homenagem ao poeta que completaria 110 anos no dia 31 de outubro deste ano. O coletivo, formado por 110 poetas de todo o Brasil, distribuirá milhares de poemas em suas cidades para que sejam encontrados “no meio do caminho” de algum ilustre desconhecido. E quem quiser participar na distribuição de poemas, é só clicar no link abaixo e  imprimir os textos devidamente identificados com o nome do projeto e ilustrados com uma caricatura do poeta Carlos Drummond de Andrade feita pelo mestre Chico Caruso, que carinhosamente abraçou o projeto.O Declame para Drummond é uma iniciativa da poeta e produtora cultural independente Marina Mara – que vem realizando projetos de popularização da poesia pelo Brasil – em parceria com poetas de várias regiões do país e também de Portugal.


Além de mostrar que a poesia – e nossos poetas – estão bem vivos, o projeto também chama a atenção para a necessidade de consumir poesia em nossa sociedade atual. O Declame para Drummond, apesar de homenagear o grande poeta imortal, tem como maior objetivo disseminar os poemas autorais de nossos poetas vivos, muitas vezes esquecidos pela nossa sociedade e pelo mercado literário. Além de atual e democrática, a poesia também é uma forma acessível de lapidação humana.


A edição de 2010 realizou um sarau aberto com a participação de poetas do Rio de Janeiro, da família de Drummond, além do público que declamou próximo à sua estátua na praia de Copacabana – RJ. Nessa edição, uma estrutura com mil poemas enviados de todo o Brasil foi instalada no local – era só escolher e declamar.




Melhore sua cidade, distribua poesia!


POETAS DO COLETIVO DECLAME PARA DRUMMOND 2012
A. Gianello – Martinópolis – SP
Afonso Caramano – Jaú – SP
Alberico Manoel dos Santos – Salvador – BA
Alen Guimarães – Brasília – DF
Alex Moura – Pau dos Ferros – RN
Alex Souza Magalhães – Porto Ferreira – SP
Almandrade – Salvador – BA
Ana Rosenrot – Jacareí – São Paulo
André L. Soares – Guarapari – ES
Andréa dos Santos – Brasília – DF
Angélica Torres – Brasília – DF
Anna Maria Ayres – Poços de Caldas – MG
Antonio César – Sinop – MT
Antônio de Pádua Elias de Sousa – Formiga – MG
Apollo Mendes – Santa Luzia – MG
Arlete Trentini dos Santos – Gaspar – SC
Artur Cavalcante – Brasília – DF
Bárbara Leite – São Paulo – SP (Politeama)
Beth Jardim – Taguatinga – DF (Tribo das Artes)
Bianca Garcia – Rio de Janeiro – RJ
Brittox – São Paulo – SP
Bruno Bento – Teófilo Otoni – MG (Mucury Cultural)
Carla Menegaz – Porto Alegre – RS
Carla Schuch – Porto Alegre – RS
Caroline Sá – Conceição da Barra – ES
Clau Monteiro – Brasília – DF
Cris Dakinis – São Pedro da Aldeia – RJ
Cristiane Sobral – Brasília – DF
Dimythryus – São Paulo – SP
Dinorá C. Cançado – Taguatinga- DF (Biblioteca Dirina Nowill)
Edih Longo – São Paulo – SP
Edinar Corradini – Teresópolis – RJ
Elias Antunes – Taguatinga-DF
Elicio Pontes – Brasília – DF
Fabiana Ventura – Botucatu – SP
Fernando Luiz dos Santos – Botucatu – SP
Francisco César – Campo Grande – MS
Geraldo José de Oliveira – Brasília – DF
Geraldo Trombin – Americana – SP
Gery Almeida – Diadema – SP
Giovani Iemini – Brasília – DF (Bar do Escritor)
Henrique Miranda – Rio de Janeiro – RJ
Igor Baseggio – Brasília – DF
Ilda Maria Costa Brasil – Porto Alegre – RS
Ingrit Setter – Mandaguari – PR
Isabel C S Vargas – Pelotas – RS
Ivany Neiva – Brasília – DF
Jacob Miguel – Rio de Janeiro – RJ
João Pinho – Belém-PA
Joãozinho da Vila – Brasília – DF
Joaquim Caixeta – Brasília – DF
Jorge Amâncio – Brasília – DF (Poemação)
José Carlos Peliano – Brasília – DF
José Guerreiro – Portugal
José Henrique Calazans – Rio de Janeiro – RJ
Journey – Salvador – BA
Julio Ribeiro Simões – Juiz de Fora – MG
Jussára C. Godinho – Caxias do Sul – RS
Juvenal Payayá – Salvador – BA
Keilla Ribeiro – São Paulo – SP
Laís Evelyne – Januária – MG
Lari Germano – Santo André – SP
Lenilson Xavier – Dom Viçoso – MG
Leônidas Grego – Salvador – BA
Lília Diniz – Brasília – DF
Lilly Araújo – Anápolis – GO
Lourdes Limeira – Paraíba – PB
Lucas Gibson – Rio de Janeiro – RJ
Luis Henrique Leão – SC
Luiz Felipe Vitelli – Planaltina – DF (Tribo das Artes)
Mano Melo – RJ ( Sarau Mano a Mano)
Marcos Avelino Martins – Goiânia – GO
Marcus de Bessa – Taguatinga – DF
Marina Gentile – Salvador – BA
Marina Mara – DF/RJ (Sarau Sanitário)
Marisa Vieira – Rio de Janeiro – RJ (Corujão da Poesia)
Mauricio Antônio Veloso Duarte – Niterói – RJ
Maycon Batestin – São Paulo (Chá e Poesia)
Mirianne de Souza Costa – Campo Grande – MS
Mônica Lobo – Niterói – RJ
Nevinho Alarcão – Brasília – DF
Noélia Ribeiro – Brasília – DF
Paola Giovana – Belo Horizonte – MG
Pedro Almeida Ribeiro – Vila Nova de Gaia – Portugal
Pedro Fernandes – Natal – RN
Pedro Lucas Lindoso – Manaus – AM
R. Borges – Erexim – RS
Regina Souza Vieira – Rio de Janeiro – RJ
Rego Júnior – Brasília – DF
Remisson Aniceto – Lapa – SP
Robinson Hiatus – Ilhéus – BA
Robisson de Albuquerque – Uberlândia – MG
Rodrigo Tafuri – Juiz de Fora – MG
Rodrigo Zafra – Santos – SP
Romã Neptune – Rio de Janeiro – RJ
Rosana Banharoli – Santo André – SP
Rosangela Mariano – Campo Bom – RS
Rozelene Furtado de Lima – Teresópolis – RJ
Sérgio Bernardo – Rio de Janeiro – RJ
Simoni Casimiro – Joinville – SC
Sóira Soledade Celestino – São Paulo – SP
Talles Azigon – Fortaleza – CE
Tânia Tiburzio – São Paulo – SP
Tereza Neumann – Salvador – BA
Thiago da Costa – Rio de Janeiro – RJ
Toninho – Alagoinhas – BA
Valmari Nogueira – Salvador – BA
Vanessa dos Santos – Rio de Janeiro – RJ
Vanize Claussen – Teresópolis – RJ
Vinícius Borba – São Sebastião – DF

Fonte


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Revista SAMIZDAT 34- Publica O "Gato" Maluco


A revista maravilhosa SAMIZDAT, publica periodicamente artigos literários maravilhosos, são grandes escritores de poemas, contos, mini-contos, crônicas dentre outros.

Nessa edição 34 tive a honra de ser selecionada com um conto meu, pg 20.

Leia on- line em Revista Samizdat

Se quiser baixar o PDF na integra: Scribd

Leia meu conto também no meu blog

domingo, 26 de agosto de 2012

Lagartas de coqueiro

 Como os meus vizinhos estavam apavorados pelas lagartas do meu coqueiro, eu permiti que o ninho fosse cortado e as abriguei dentro de casa. Pelo medo e a  ignorância a respeito delas resolvi publicar esta pesquisa


Foto Lilly Araújo
Foto Lilly Araújo

Seda usada para unir as folhas formando um ninho.
Foto Lilly Araújo.
Ninho das lagartas.
Foto Lilly Araújo.
Lagartas dentro do ninho. Foto Lilly Araújo.

Foto da borboleta dessa lagarta. Fonte: google

Lagarta-das-palmeiras Brassolis sophorae Linnaeus, 1758 (Ordem Lepidoptera, Família Nymphalidae)
Todos os Lepidoptera, ordem dos insetos que compreende as borboletas e mariposas, passam pela chamada metamorfose completa ou holometabolia em seu desenvolvimento, ou seja, as fases de ovo, larva, pupa e adulto.

É na fase jovem (lagarta) que o inseto alimenta-se vorazmente, armazenando reservas em forma de gordura, para que depois, quando pupa, possa obter energia suficiente para se transformar em adulto (borboleta ou mariposa).

As lagartas NÃO são urticantes (não são taturanas) e nascem após um período de 20 a 25 dias e podem chegar a 80 mm de comprimento em seu último estádio de desenvolvimento. No início do desenvolvimento, possui coloração bastante vistosa, com cabeça de coloração vermelho vivo, corpo esverdeado de pilosidade clara, com listras longitudinais arroxeadas muito evidentes. Em seus últimos estádios de desenvolvimento, a cabeça passa a ser de coloração menos intensa variando de marrom-avermelhada a marrom escura com lista longitudinal avermelhada e corpo pardo-arroxeado com listras longitudinais castanhas, recobertas por fina pilosidade.

Vivem reunidas durante o dia em “casulos” ou “ninhos” feitos da união de folíolos e seda, servindo de abrigo contra predadores e intempéries. As lagartas abrigam-se nesses “ninhos” e os deixam no início da noite para se alimentarem das folhas da planta hospedeira.

Próximo à pupação, as lagartas caminham ativamente pela planta hospedeira e adjacências fixando-se pelo cremaster (extremidade posterior) e transformando-se em pupa, permanecendo por 11 a 15 dias até a emergência do adulto. O ciclo completo de ovo a adulto dá-se em torno de 80 a 125 dias.

Fonte: Clique

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

22º Bienal do Livro em São Paulo

Lançamento de Poesias Encantadas IV- Projeto em 4 volumes dos quais tive o prazer de fazer parte a partir do segundo, inclusive tendo a foto escolhida para a capa do volume III. 
Organização Luciano Becalete.


João Scortecci à esquerda e Luciano Becalete.

Amigos de internet que me são muito queridos, quem disse que amigos virtuais não podem ser verdadeiros??

ANDRÉ KONDO com o livro ALÉM DO HORIZONTE, ao lado de EDELSON NAGUES lançando os livros HUMANOS (Contos) e ÁGUAS DE CLAUSURA (Poesia - Prêmio Asabeça 2011)


Simone Pedersen, autora da obra" Poemas Minimalistas" visita stand da Editora RHJ (N50) na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
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