
Reclusa
Que coisa
estúpida ser eu!
Estou de
novo sangrando pelos dedos.
Que coisa
estapafúrdia te sentir em segredo.
Estou
renegando os meus medos.
Reclusa, sob
essa redoma de esconder-me de ti,
eu vou
evaporando sem restar nada de mim.
E negar-te,
é tudo que me restou da armadura,
de
defender-me debalde dessa funda fissura.
Tu me feres
e me curas com a medida do mesmo olhar,
onde me
perco e me acho, e não quero me encontrar...
Tu és o ócio
do meu coração vagabundo
que inventa
de doer todas as dores do mundo.
Eu te odeio,
na mesma mentira impetuosa e traiçoeira
que me faz
ser toda tua sem que eu queira.
Eu te amo,
esse amor inútil egoísta, desmedido e sem eco,
e no
entardecer de cada dia eu sigo sangrando, mas a tudo nego!
Lilly Araújo
– 29/07/16
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