domingo, 10 de junho de 2018
PREÂMBULOS
sábado, 14 de abril de 2018
ANÚNCIO URGENTE
Uma alma que não esteja hipotecada.
Pago um bom preço,
tenho economizado por toda um vida.
Verde de esperança de um recomeçar.
Pode ser aura rosa também,
que é minha cor predileta.
Pensando bem,
pode ser aura de qualquer cor,
desde que não seja desbotada,
preciso de uma cor vibrante e profunda.
Que não esteja ocupada,
arrendada,
alugada,
abandonada,
desgastada,
despedaçada ...
estou farta de bundas,
pernas e bocas sem almas.
Pago bem!
Tenho a minha própria alma para ofertar-lhe também.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
Morada
De todas as saudades que eu sinto, a que mais me afugenta o sono, é o desejo de morar dentro de você!
Lilly Araújo 26/12/17
23:58h
domingo, 17 de dezembro de 2017
Noite curta
Noite curta
Quando a noite não for o suficiente para me engolir,
eu engolirei a madrugada
com gosto de tequila e sal,
e de fumaça de cigarro e incenso,
e sarro escondido no banheiro úmido de prazer.
Quando a noite for curta demais,
eu atropelarei as placas que dizem proibido estacionar,
e todas as demais que queiram me proibir,
seja do que quer que for,
porque a ordem da vez é seguir meu coração,
esse doido varrido,
que me aponta para cumes que eu temo escalar.
Quando a noite já não mais for,
eu ainda serei,
torta, densa, descompensada,
rasgada de desejo e de sussurros habitada.
16/12/16
Lilly Araújo
00:30h
domingo, 10 de dezembro de 2017
Sobre Esperança na Fenestra do Ocaso
Vagueio, como um barco à deriva, numa noite sem luar para servir de luminária dos apaixonados. Não há sequer estrelas nesse limbo onde minha alma foi condenada a perambular, enquanto canta com a boca murcha sons de um coração despedaçado, desajeitado, e bêbado de solidões.
Ainda sonho com o Paraíso, apesar de tudo, é como se a luz da esperança tentasse romper uma pequena fenestra, e por fim, oferecer-me algum alívio. Nessas poucas vezes, eu posso jurar ouvir teu pintassilgo cantar poesias para mim, então eu me acalmo e adormeço...
Acordo mil anos depois. Ainda limbo. Ainda nevoeiro. Ainda saudades. E na fome de mais uma gota de absinto, que possa haver nas palavras do Poeta, que também é Profeta, eu me obrigo a retornar ao caminho da procura. Sempre à procura. Uma busca sem fim!
Te beijo, com vontade de coisa alguma, apenas de me encontrar um dia.
sexta-feira, 24 de novembro de 2017
Melancolia
Não sei se sei cuidar da minha alma. Único bem que tenho que é transcendental a essa vida efêmera.
TEMPUS FUGIT. CARPE DIEM!
E mesmo com todos os alertas na língua erudita, eu não posso obedecer.
Afogo minha alma em melancolia, irrigo suas veias em todo meu estado líquido e denso, intermitente e confuso. Quando não o faço, não sou mais eu e não me reconheço. Perturbo aos que suportam minha presença com meu mutante humor; ora riso, ora pranto, ora extravagância, ora mudo/surdo/daltônico.
Volto a escrever inutilmente apenas para não ter que verbalizar minha dores banais. Poupo os ouvidos daqueles que não precisam me ouvir, ao mesmo tempo que poluo as vistas daqueles que ousam ler esse amontoado de coisa alguma.
Quero um bosque só pra mim, e mergulhar todos os dias no Walden. Invejo Thoreau! Sou covarde demais para largar tudo (o que nem tenho) e me entregar para o que realmente necessito.
Como eu disse: - Não sei cuidar da minha alma! - E sigo mergulhando-a em melancolia, enquanto sonho arco-íris desbotados na minha retina que descolou-se no último golpe do destino.
Lilly Araújo - 24/11/17
10:10h
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Reflexos de uma tosse
Tossia intermitentemente no decorrer da semana, ao cair do sexto dia pensava em morrer, aliás, em não morrer. Depois de tantos anos flertando descaradamente com a morte, e tantas vezes apelando para seu gélido beijo, agora se pegava surpresa ao pensar que não a queria mais. A paixão havia passado. Concomitantemente fora substituída pelo almejar de um outro beijo, desta vez quente, mas igualmente fatal, meteórico e definitivo.
Pensava em morrer em meio aquele silêncio intercalado pela tosse seca, pensava em não morrer, aliás. Ainda não.
Ainda não!
Lilly Araújo – 15/10/17
21:20h
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
terça-feira, 5 de setembro de 2017
Anatomia de um buraco negro

Anatomia de um buraco negro
domingo, 3 de setembro de 2017
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Dura certeza

Dura certeza
sábado, 29 de julho de 2017
TREZE
TREZE
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Fragmentada

segunda-feira, 24 de abril de 2017
Apatia
domingo, 5 de março de 2017
Meu charuto

Meu charuto
Meu charuto mudo
me escuta atento a cada trago,
mas é ele quem me absorve
em minhas confissões desatinadas,
e nunca diz nada.
com gosto de chocolate,
me diz que a vida
não tem esse mesmo gosto,
a vida, meu amigo, bate.
E ele, resignado como eu,
aceita ser consumido
pela ponteira vermelha
da chama que o queima,
e o mata, e o dilacera.
Ele aceita o seu destino
de ser o que é.
Meu charuto mudo,
se sabe. Se aceita.
Já eu, verborrágica que sou,
vou tagarelando dúvidas
e palavras estúpidas
que ouso chamar de poesia,
e são apenas rabiscos que falam,
nem de tristeza, nem de alegria.
Lilly Araújo 11:45
04/03/17







