
Memória
Não me
esqueças!
Essa é a
única súplica
que chegará
aos teus olhos
e aos teus
ouvidos agora.
É que não
creio em amor suplicado,
senão eu o
faria sem titubear.
Não me
apagues de vez da tua memória,
somente me
deixa ficar...
Deixa-me
morar nas tuas sinapses antigas,
deixa que eu
fique reverberando
como uma
doce canção amiga.
Apenas
permitas que eu seja um átimo
de esperança
de que o amor não
se acaba, mas
se transubstancia...
Que não seja
minha imagem para ti
apenas um
cigarro queimado,
um guimba na
calçada,
uma fumaça
esvaída.
Deixa que eu
me acumule em átomos ínfimos,
que um dia
foram sorrisos nos teus lábios.
Não quero
nada. Não peço nada.
Não te
devoro. Não te procuro na enseada.
Não te
devoro. Não exaspero.
Não te imploro.
E nada espero.
Mas é que
preciso de um lugar para morar,
e na tua
memória é um bom lugar,
é o meu paraíso
inventado, onde
tudo pode ser
algodão-doce e pé de maçã.
Mas se
desejas e precisas mesmo me esquecer,
então te
peço que esperes até amanhã!
Lilly Araújo
– 21/06/16
[12:00h]
Tela de Lucio Carvalho
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