
A
relatividade do tempo
O tempo pode
ser o ‘Canto da Sereia’ que te prende em seus braços e te mantém assim, para
sempre hipnotizado, e que desfila num cenário que talvez seja o paraíso onde o
tempo simplesmente não existe.
O tempo pode
ser o de um segundo, ou milésimos de milésimos de um segundo, onde dois elétrons
se encontram e se se fundem em completa sincronia na dança das órbitas espaciais.
Também pode ser o feixe de próton tão ínfimo para leigos, tão ignorados, mas
que deixa sua marca para sempre num coração desavisado...
Mas o
tempo... Ah!!! Esse poderoso deus que fulgura entre os olhos crentes, entre os
olhos ateus, pode vir num resplendor inimaginado, em um piscar de olhos, deixar
tudo no passado.
O tempo é
mestre. É um nobre professor que nos ensina que o que ontem nos fez chorar,
hoje nos causa escárnio, e talvez apenas um comichão de cócegas, porque o tempo
é o exímio jogador de xadrez, que vira o jogo num repente e põe tudo que antes
era perda ou dor em xeque-mate.
O tempo é
essa sensação individual e mutante, que voa se estamos felizes, mas se eterniza
em momentos extasiantes.
O tempo é
esse segundo eterno, que cabe entre o cruzar de dois olhares que nunca mais
serão os mesmos daqui em diante...
O tempo é
bicho solto que um dia tentaram prender numa caixa cíclica chamada relógio,
inventada por semideuses egoístas com a pretensão de nos manter em ritmo constante,
assim como o timoneiro em suas pancadas para ditar o ritmo do remador...
Mas o tempo
só vale mesmo se esquecermos dele para morrermos de amor!
Lilly Araújo
28/04/16 (8:24h)
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