
Dura certeza
Choro mais
que as lágrimas conseguem brotar,
e mais que
as hastes possam sustentar
a
desestrutura do agora.
— Por que
choras pobre menina?
Pergunta a
voz do que não ouve.
Choro a
perda irreparável
do cantor
sem sua voz;
do pintor
sem os dedos;
do louco que
se curou,
e não sabe
continuar...
Choro os
dedos extirpados das fiandeiras,
e o pintor
que não tem mais os seus pincéis,
o choro da
bailarina sem seus pés.
Eu choro,
porque agora,
eu sou eu
sem eu mesma,
nessa dura
certeza
que você
jamais!
Lilly Araújo
- 07/08/17
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