
Artimanhas
Há na felicidade
uma pitada de malícia.
Ela é mulher
madura!
Daquelas que
já sabem tantas artimanhas
e outros tantos
ardis...
Há de se conquistá-la
com muito cuidado,
mantendo-se
sempre os dois pés presos ao chão,
e um de cada
vez ao próximo passo,
ou, apenas
se jogar frente a um abismo.
Há na mão da
felicidade uma bebida
quente e
inebriante,
talvez como
se diz ser o cálice de absinto,
e não prová-la,
é anular o estar vivo.
Há em seus
braços um ninho!
Com plumas
brancas e suaves,
e talvez,
quase sempre,
também muitos
espinhos.
Essa tal felicidade
é “metamorfa”,
e um dia
tendo-a encontrado,
nunca se saberá
qual seu rosto
na próxima
vez.
Para reconhecê-la,
então,
é necessário
usar todos os sentidos,
e um pouco
de insensatez!
Lilly Araujo
08/03/16 (20:30h)
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