segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sem Pressa!



Sem Pressa!

    Ah, eu estou me sentindo meio descrente da vida, sabe? Com meu corpo sedentário sobre a cama por horas a fio, e já quase atrofiando a alma.
Estou com vontade de fugir de tudo que é urbano. Esquecer os fios conectores, o Bluetooth, Ipods, ou qualquer coisa que tenha teclas, ou telas, ou façam qualquer som frenético. Vontade de deixar esse mundo que se tornou tão aflito, e que tem sempre muita pressa. Onde tudo é manejado por um apertar de botões. Meus ouvidos estão feridos!
    Estou com sede de terra molhada, de sentir o aroma de grama amassada, de formiga esmagada, enquanto o único som que se possa ouvir seja dos pássaros lutando no ar, numa dança de acasalamento, paz e alegria; que seja o som das cortadeiras picotando suas folhas e marchando por entre os trieiros, como se fossem soldadinhos; que seja o som dos estalidos dos gravetos que se desprendem das árvores ou do bico das passarinhas que ajeitam maternalmente o ninho dos seus filhotinhos. Quero ouvir o som das águas batendo contra as pedras e fazendo esculturas infinitas.
Quero adentrar-me no rio e me deixar levar pelo seu leito tortuoso, e sentir a água me abraçar, e a brisa me acariciar. E ir percorrendo o seu caminho sem pressa. E ter tempo de observar o céu azul claro, e uma diversidade de aves cortando o seu espaço, todas leves e belas, alheias ao meu observar. E sentir o sol bater intermitente no meu rosto, entrecortando os ramos das matas ciliares que circundam o rio onde meu corpo bóia, como uma pluma, feliz!
      E assim continuar percorrendo juntos às águas, caminhos que eu nunca conheci, até que o dia seja noite. E sentir agora os dedos enrugados, e o bater das minhas mandíbulas pelo frio do rio, e isso também me deixar feliz.
   E me refugiar depois em uma das margens. Jogar meu corpo na areia e ficar inerte. Observar cuidadosamente que o céu trocou sua roupa anil por saias alaranjadas, que pouco a pouco vão se tornando azul turquesa, e salpicos como lantejoulas vão lhe sendo cosidas, em forma de estrelas.
   E no frio acolhedor da areia me deixar ficar um pouco mais, e notar que os sons também se transformaram. Agora, o bater das asas dos pequenos passarinhos silenciou. Dormem aconchegantes em seus galhos e ninhos. E as cortadeiras também foram descansar. Ainda estalam os pequenos gravetos que se desprendem, e o som das águas escultoras também continua o mesmo. Lentamente os anuros começam a reger a orquestra do anoitecer: sapos; pererecas e rãs, “gritam” e saltam desenfreadamente, como se quisessem alcançar os pirilampos piscantes pregados à grande teia que é o céu, e assim, comer uma a uma, cada estrela.
    Estou com sede dessa paz que há muito não sinto. Estou com medo de jamais torná-la a sentir. Presa na cadeia Cidade-Grande, onde os sons são sempre de botões, buzinas, palavrões e, acima de tudo, de pressa. Muita pressa.

© Por Lilly Araújo  - Direitos Autorais Reservados.

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

VOCÊ - MARINA ELALI (COM LEGENDA)

 
Você.
Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos
Você, que tanto tempo faz,
Você que eu não conheço mais
Você, que um dia eu amei demais
Você, que ontem me sufocou
De amor e de felicidade
Hoje me sufoca de saudade 
Você, que já não diz pra mim
As coisas que eu preciso ouvir
Você, que até hoje eu não esqueci
Você que, eu tento me enganar
Dizendo que tudo passou
Na realidade, aqui em mim
Você ficou
Você que eu não encontro mais
Os beijos que já não lhe dou
Fui tanto pra você
E hoje nada sou

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Deus coloca uma vírgula onde existe um ponto final.



“Deus, porém, ouviu a voz do menino; e o Anjo de Deus chamou do céu a Agar e lhe disse: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino, daí onde está. Ergue-te, levanta o rapaz, segura-o pela mão, porque eu farei dele um grande povo. Abrindo-lhe Deus os olhos, viu ela um poço de água, e, indo a ele, encheu de água o odre, e deu de beber ao rapaz.” Gênesis 21:17-19


Quantas vezes você passou por uma situação desesperadora como a de Agar? Quantas vezes você se sentiu abandonado em meio ao deserto?

O deserto é um lugar seco, árido, quente, sem expectativas... É um lugar de solidão, de angústia. Os desertos que enfrentamos na vida são assim: cruéis. Eles machucam, marcam, magoam...

Outro dia, li uma frase impactante: “DEUS COLOCA UMA VÍRGULA ONDE EXISTE UM PONTO FINAL”. Todas as vezes que se sentir perdido, no meio do deserto, lembre-se disso. Para Agar e Ismael aquele era o fim, mas Deus decidiu que ali seria um recomeço. Esta é uma grande lição para nós. Podemos aprender algumas verdades a partir do texto:

1) Deus usa o deserto para nos atrair até Ele.

Num jardim há tantas flores, tantas variações de cores e formas... No deserto não existe nada. É areia por todos os lados. A paisagem não muda! Quando está tudo bem em nossas vidas, quando tudo parece caminhar conforme desejamos, muitas vezes nos esquecemos até de agradecer a Deus. Existe tanta coisa para se fazer, tantas pessoas em volta, tantas distrações. Nos momentos difíceis, quando atravessamos os “desertos” nas nossas vidas, temos somente Deus. Nesses momentos nosso clamor vem do fundo do coração.

2) Deus quer que você faça a sua parte.

O anjo disse a Agar: “Ergue-te, levanta-te!” Deus não se agrada de pessoas que desistem, que ficam prostradas. Diante das dificuldades, não devemos parar. Devemos acelerar nossos passos, com os olhos firmes, fitos no Senhor. Deus providenciou a água, mas Ele não a levou ali, onde Agar estava prostrada. Ela precisou levantar-se, ir até o poço, encher de água o odre. Ela precisou fazer a parte dela. Precisou agir!

3) Deus faz infinitamente mais do que pedimos ou pensamos.

Naquele momento, um copo de água seria a salvação de Agar e Ismael. A sede devia ser tanta que um só copo já seria o bastante.. Mas Deus faz infinitamente mais. Ele não providenciou um copo, Ele deu um poço!!! Eles saciaram não só seus corpos para aquele momento, mas ainda tiveram provisão para continuar a jornada. O nosso Deus é Jeová-jire, “Deus proverá”. Se Ele fez por Agar e Ismael, fará também infinitamente mais por mim e por você!


Autora: Elaine Predis
 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Descubro

...E me inundam faíscas elétricas velozes, 

Ferozes, no encéfalo bucólico, enlameado,

Que rege meus átomos de si atrozes,

Buscando então serem desencadeados.



Me dizem mil e um detalhes perdidos,

Queridos, necessários de nova atenção

Para serem de novo gemidos

E surgirem em nova correção.



Uma melhor lembrança, se espera, surgiria

Na razão de que nova experiência se faz

No momento qual se mude o que errado seria,

Mesmo se normal fosse o momento mordaz.



Planos nada mais, porém, aquém do esperado

De quem sempre se espera cumplicidade,

Mas na dubiedade vê seu petardo

Mesmo na sincera ingenuidade.



Que aos Diabos vá os fortes desejos

Que quebram o controle químico-neural

Que ao todo me afasta os ensejos

Que haveria de ser o natural.



Não importa o tempo requestado

Firmes serão os laços não Epicuristas

Onde nenhu’alma teria agüentado

Não fosse a Ágape em mim esculpida...

Pseudo Requiem

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Retomando as Postagens!



Hoje, dia 11/01/11, Primeira semana oficialmente útil do ano, já que a primeira foi toda preguiçosa, cheia de primeiras segunda, terças, quartas...
Se não fosse uma dor de garganta violenta que me acometeu ontem no final da tarde, hoje continuaria sendo mais um dos dias maravilhosos de 2011. Mas, incidentes à parte, gostaria de destacar o curioso fato como esse ano veio trazendo um espírito de boas esperanças a toda a gente. Ao redor de mim, pessoas confiantes, e esperançosas a todo instante, um fenômeno que julguei estar acontecendo particularmente na minha vida, constatei, no entanto, que se trata de uma reação em cadeia.
O que se vê por aí são pessoas sorridentes, e aguardando o melhor que a vida possa dar para esse ano. E isso é muito bom, que tenhamos: - Pensamentos positivos; ou Fé como alguns prefiram dizer; ou ainda a chamada  Esperança.
O que importa é que o ano começou, e começou bem, se você, por acaso for um dos que não se encaixou nesse espírito, pare um pouquinho e pense em projetos que você queira ver realizado no decorrer desse ano. E creiam, eles são todos possíveis!
Um abraço cheio de boas energias a todos que me seguem nesse espaço, e muito obrigada!
Esse é meu voto no primeiro post desse ano maravilhoso de 2011.





terça-feira, 30 de novembro de 2010

Um apelo do fundador da Wikipédia Jimmy Wales.


"A wikipédia, que é uma maravilha, precisa de todos nos cidadãos!! Vejam o que falou seu fundador":
Recebi muitos olhares estranhos quando, há dez anos, comecei a falar com pessoas sobre a Wikipédia.
Digamos apenas que alguns empresários eram cépticos da noção de que voluntários de todo o mundo poderiam juntar-se para criar uma colecção notável de conhecimento humano - tudo com o simples propósito de partilhar.
Sem anúncios. Sem lucros. Sem agenda escondida.
Uma década depois da sua fundação, mais de 380 milhões de pessoas usam a Wikipédia todos os meses - quase um terço da população mundial ligada à internet.
É o 5º site mais popular do mundo. Os outros quatro foram construídos e são mantidos com milhares de milhões de dólares de investimento, recursos humanos empresariais enormes e marketing incansável.
Mas a Wikipédia não é nada parecida com um site comercial. É uma criação de uma comunidade, escrita por voluntários que escrevem um artigo de cada vez. Você faz parte da nossa comunidade. E estou a escrever-lhe hoje para pedir-lhe que proteja e sustenha a Wikipédia.
Juntos, podemos mantê-la gratuita e sem anúncios. Podemos mantê-la aberta - podes usar qualquer informação que esteja na Wikipédia da maneira que quiser. Podemos continuar a fazê-la crescer - espalhando o conhecimento por todo o lado, e convidando participação de toda a gente.
Todos os anos, por volta desta altura, vimos pedir-lhe e a outros da comunidade da Wikipédia para ajudar a sustentar a nossa empreitada conjunta com uma doação modesta de €20, €35, €50 ou mais.
Se valoriza a Wikipédia como fonte de informação - e de inspiração - espero que escolha agir agora.
Atenciosamente,
Fundador da Wikipédia
P.S. A Wikipédia é sobre o poder das pessoas como nós fazerem coisas extraordinárias. Pessoas como nós escrevem a Wikipédia, uma palavra de cada vez. Pessoas como nós financiam-na, uma doação de cada vez. É a prova do nosso potencial colectivo para mudar o mundo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Horas de Quietude



-Pão Diário-2010

David C. McCasland

Salmo 23
Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso. —Salmo 23:2
Êxodo 19–20
Mateus 18:21-35



A palavra conectado resume a nossa experiência de vida atual. Muitas pessoas raramente vão a qualquer parte sem um telefone celular, iPod, notebook, ou pager. Tornamo-nos acessíveis 24 horas por dia. Alguns psicólogos veem essa compulsão pela conexão como um vício. No entanto, um número crescente de pessoas limitam propositalmente o uso de tecnologias. Ser um "não-tecno" é sua maneira de preservar as horas de quietude, enquanto limitam o fluxo de informações que chegam às suas vidas.
Muitos seguidores de Cristo acham que um tempo diário de leitura da Bíblia e oração são essenciais em sua caminhada de fé. Essa "hora de quietude" é um desligamento das perturbações externas com o fim de aproximar-se de Deus. Os "pastos verdejantes" e as "águas de descanso" do Salmo 23 são mais do que uma idílica paisagem campestre. Eles falam de nossa comunhão com Deus por meio da qual, Ele restaura nossas almas e nos conduz em seus caminhos (v.3).
Todos nós podemos conseguir um tempo para estar com Deus, mas fazemos isso? No livreto "7 Minutos com Deus", de Robert Foster, ele sugere um modo de começar: Inicie esse tempo com uma breve oração pedindo direção, então leia a Bíblia por alguns minutos, e termine com um curto período de oração que inclua adoração, confissão, agradecimento, e súplica por outras pessoas. É vital reservar hoje um tempo para se conectar com o Senhor, que é a nossa vida.

http://ministeriosrbc.org/2010/01/28/horas-de-quietude/


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Caetano Veloso - Sonhos


 Composição: Peninha



Tudo era apenas uma brincadeira

E foi crescendo, crescendo, me absorvendo

E de repente eu me vi assim completamente seu

Vi a minha força amarrada no seu passo

Vi que sem você não tem caminho,

eu não me acho

Vi um grande amor gritar dentro de mim como

eu sonhei um dia

Quando o meu mundo era mais mundo

E todo mundo admitia

Uma mudança muito estranha

Mais pureza, mais carinho mais calma,

mais alegria

No meu jeito de me dar

Quando a canção se fez mais clara e mais sentida

Quando a poesia realmente fez folia em minha vida

Você veio me falar dessa paixão inesperada

Por outra pessoa

Mas não tem revolta não

Eu só quero que você se encontre

Ter saudade até que é bom

É melhor que caminhar vazio

A esperança é um dom

Que eu tenho em mim

Eu tenho sim

Não tem desespero não

Você me ensinou milhões de coisas

Tenho um sonho em minhas mãos

Amanhã será um novo dia

Certamente eu vou ser mais feliz.



quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Parte


 
foto: divulgação.






Porque quando eu acordo não sou mais eu,

sou alguém que nem sei se quero conhecer.

Porque uma parte de mim é dor,

mas a outra parte é prazer.



Porque quando olho no espelho me vejo uma estranha

como se de repente nada mais fizesse sentido.

Porque parte de mim é realidade,

e a outra está mentindo.



Porque me busco incessantemente

ainda que só queira encontrar você.

Porque parte de mim se perdeu,

e a outra parte foi em você que nasceu.



Porque agora vida e morte se uniram,

pois quando me deixa eu morro,

e ao retornar me ressuscita.

Porque parte de você é morte e a outra parte vida.




Porque desta forma irresponsável e insana,

eu quero morrer contigo todos os dias;

e viver com você todos os momentos.

Porque parte de você é paz, e a outra, tormento.


© Por Lilly Araújo-25/06/2006-Direitos Autorais Reservados.

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Navio














                                                                               
Eu sou navio,
e você é água por onde tenho percorrido.
Mergulho em tuas águas profundas
sem saber como voltar.

Eu sou navio,
em tua dimensão fui navegando e sendo navegada.
Fui amada, desejada, desnudada.
Vida minha, vida minha desventurada!

Porque eu sou navio perdido
e sem querer me achar,
Trafegando por entre as pedras do teu leito,
buscando abrigo em teu quente peito.

Eu sou navio, você é mar traiçoeiro
e lançou-me em tuas encostas rochosas,
sem saber, sem querer, sem poder, e querendo,
fui de encontro ao inevitável.
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...














                                                                         
  Eu era navio.
Despedacei-me em você.
Agora sou náufrago, sem porto, sem cais,
pedaços de mim que já não são nada mais.

O sol escaldante me queima agora a
pele porcelana, e as marcas ficarão
para sempre no corpo e na alma.
Porque eu era navio... Hoje sou dúvidas.
- Alma naufragada.

© Por Lilly Araújo-14/06/2006-Direitos Autorais Reservados.
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domingo, 17 de outubro de 2010

Bebê dançarino.



Menino prodígio, já nasceu dançarino. Achei ele o máximo! Mesmo que nào curto a música.

sábado, 4 de setembro de 2010

Nós cremos todos num só Deus

 1. Nós cremos todos num só Deus, Criador de céu e terra. 
Nós todos somos filhos seus; nele todo o amor se encerra.
Quer unir-nos com carinho, alma e corpo preservar-nos;
tira o mal que há no caminho; perdição não há de alcançar-nos.
Protege-nos com seu amor. Tudo está nas mãos do Senhor.


2. Nós cremos todos em Jesus, Filho Seu, Deus glorioso,
eterno, como o Pai na luz, Deus igual e poderoso.
Foi nascido de Maria, pelo Espírito gerado;
trouxe a nova da alegria, em favor do homem condenado.
Na cruz foi morto, mas por Deus, ressurgiu e retornou aos céus.


3. Nós cremos todos com fervor em o Espírito Divino.
Com Deus e com Jesus, Senhor, o adoramos em nosso hino.
Guarda toda a cristandade e a conserva sempre unida;
perdoando a iniqüidade, nos concede a eterna vida.
Após a luta, o Senhor há de nos levar ao seu fulgor.


(Hinos do Povo de Deus – 88)



quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A porta do lado



Entrevista dada pelo médico Dráuzio Varella.

A gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, queremos que absolutamente tudo dê certo, e às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.

Dou um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente…

É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem, ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping.

Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.

Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.

Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.

Será que nada dá errado pra eles?

Dá aos montes.

Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.

O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote.

Que audácia contrariá-los!

São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: Fincam o pé, compram briga e não deixam barato.

Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.

Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho.

Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.

Eu ando deixando de graça…

Pra ser sincero vinte e quatro horas têm sido pouco pra tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.

Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem. Pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia.

Então eu uso a porta do lado e vou tratar do que é importante de fato.

Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.

Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia… Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.

Lembre-se, o humor é contagiante, para o bem e para o mal. Sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.

A Porta do lado pode ser uma boa entrada ou uma boa saída… Experimente!!!”

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Eu, limão.


Texto de : Roberta Simoni


Desculpa, tá? Não me queria mal…


É que hoje eu levantei sem acordar, mal saí da cama e já vesti preguiça. No café da manhã, comi vento com gosto de vazio, pois não senti aquele apetite rotineiro de vida. No almoço, já com fome, comi disposição vencida, que me deixou mal pro resto do dia. Devo ter engolido rápido demais o meu humor. Depois, fiquei com azia.

Além do mais, andei comendo expectativas fora da validade, e aí não houve sobremesa que ajudasse a adoçar as horas seguintes, o açúcar que tinha era pouco pra isso. Depois, o espelho me viu, me provocou e me aborreceu. Ele é bom mesmo nisso!

Mais tarde deu sede, bebi ironia. Dessas ironias de que é feita a vida, sabe? O efeito foi instantâneo, fiquei ranzinza. Tentei um banho, mas ainda me sentia azeda, apesar de limpa. Lembrei de uma receita antiga para melhorar o astral, mas deixei tempo demais no forno e ficou com gosto de alegria solada.

Desavisado, você chegou me provando, mas o meu sabor era amargo como limão. Mesmo assim, não me cuspiu, fingiu que estava bom, e, com um esforço notável, você me engoliu. Achei tão lindo que também resolvi fingir, fiz que não sabia que eu estava intragável e indigesta, e – sem nenhum esforço - sorri o meu primeiro sorriso do dia.

Eu, limão que era, me espremi inteira, me misturei com água, açúcar e gelo, e preparei uma limonada. Ficou gostoso, acabei de tomar. Que tal agora? Quer provar?

Com jeitinho, acho que posso até virar caipirinha. E aí, arrisca experimentar?


Roberta Simioni no  Blog Janela de Cima

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Mais um motivo para esperança


Cientistas do governo norte-americano descobriram um anticorpo capaz de neutralizar 91% das cepas do vírus HIV, causador da aids, informa o The Wall Street Journal. A porcentagem de cepas neutralizadas é muito maior do que a de qualquer outro anticorpo conhecido. A descoberta é considerada um avanço rumo ao desenvolvimento de uma vacina para a síndrome da imunodeficiência adquirida.


Os cientistas norte-americanos descobriram um total de três poderosos anticorpos. Ao analisaram em mais detalhes aquele que foi percebido como o mais forte dos três, os cientistas puderam identificar com exatidão em que parte do vírus o anticorpo age e de que forma ele ataca. A descoberta vem à tona dez dias antes da abertura da Conferência Internacional de Aids, em Viena.

Segundo dois estudos publicados nesta quinta-feira na edição online da revista especializada Science, um dos anticorpos recém-descobertos ataca um braço do vírus pelo qual ele se conecta às células que infecta. Como esse braço precisa se conectar a uma molécula específica na superfície da célula, esta é uma das poucas partes do HIV que não costuma apresentar muitas mutações.

Os anticorpos foram descobertos nas células de um homossexual afro-americano de 60 anos de idade, conhecido na literatura científica como Doador 45. Os anticorpos foram produzidos naturalmente pelo corpo do paciente. Os pesquisadores analisaram 25 milhões de células do Doador 45 até descobrirem 12 responsáveis pela produção dos anticorpos.

A questão primordial agora para os cientistas é o desenvolvimento de uma vacina ou de algum outro método que capacite o corpo de qualquer ser humano a produzir esses anticorpos.

continue lendo aqui. Fonte G1.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Minha Vovó Partiu.


Neste dia 05/07/2010, uma segunda-feira minha querida avó materna deixou este mundo e passou para o lado da eternidade. Um mundo tão temido! O mundo pós-morte.


Uma intervenção cirúrgica que seria simples e evitaria que um coágulo lhe causasse um derrame, acabou sendo mal sucedida, e deixando-a assim com parte do corpo paralisado. Começava uma corrida contra morte que ainda iria se desenrolar por um longo período.

Após um tempo na UTI, ela foi para um quarto comum, mas ainda entubada e com sonda. Cena muito triste de se ver! Depois, já em casa, continuaria o sofrimento que ela insistia em enfrentar sempre com bom humor e sem reclamar nunca (isso intrigava a todos que viam).

Estava condenada a uma vida presa em uma cama. Começava assim a jornada de fisioterapias, fraldas geriátricas, medicação intensa, colchão especial para evitar a escaras, (que são feridas que acometem pessoas acamadas que não recebem cuidados adequados), comidas administradas por terceiros, assim como o banho ou qualquer locomoção por mínima que fosse. Mas ainda via em seus olhos a paz que excede qualquer entendimento, como se ela já estivesse na morada dos anjos.

Ela seguiu assim a sua jornada. Sem nunca abandonar a cruz. E quase três anos se passaram...

Até que um dia ela teve uma piora, e foi internada novamente. Seriam mais três meses de espera pela morte que ela insistia tanto em driblar. Ela aprendeu a fugir da morte há muitos anos atrás. Ainda me lembro como hoje, quando era ainda muito criança, tinha entre cinco e seis anos, e várias vezes minha mãe me preparava o espírito antes que chegássemos à casa de vovó. Mal sabiam os filhos e netos, que para a nossa alegria, ela ainda duraria mais vinte e cinco anos, pois depois de se tornar cristã ficou consideravelmente saudável, até o último acontecido.

Nos últimos três meses de UTI, vovó teve de quase tudo: pneumonia; outro derrame; falência dos rins, que a levou a sessões hemodiálise, feridas pelo corpo, além do diabetes e pressão alta que ela já tinha; e por último, outra hemorragia interna, até que finalmente a vida deixou seu corpo quase que apodrecido.

Velhinha obstinada minha vó, que se recusava a morrer.

Lembro de ter pedido sinceramente a Deus que a tomasse para Si, no domingo anterior à sua morte, logo depois de minha mãe passar em minha casa chorando pelo estado tão grave de sua mãezinha.

Quando meu telefone tocou na manhã de segunda, e me deram a notícia de seu falecimento, me veio um sentimento avesso ao de uma perda como essa, então, ao invés de chorar, eu dei um suspiro de alívio e tive uma estranha satisfação. Ela estava como o Pai!

Recusei-me a contemplá-la no caixão. Segui seu rápido velório apenas a certa distância, enquanto todos relatavam que seu estado era irreconhecível devido ao inchaço. Guardei para mim as lembranças de quando ela ainda vivia entre nós.

Recusei-me a chorar até o fim de tudo. Deixei o choro para os outros que eu tentava consolar. Minha vovó foi para onde eu mesma gostaria de estar, pude sentir com todos meus ossos, a paz de entregá-la ao Criador.

Estou feliz! E ao certo estão comentando sobre a neta que não chorou no velório da avó. Mas ela me deixou lições grandes demais para que eu me esquecesse naquela hora. Creio que naquele momento aquela paz que residia tão fortemente dentro dela tenha me envolvido e eu sorri diante de sua vitória até sobre morte.

Vá em paz querida vózinha. Eu não vou chorar sua morte. Vou sorrir, porque foi muito bom enquanto durou, e daqui a pouco a gente se encontra.





“Porque a morte para aqueles que estão em Cristo é apenas o começo” (Fé Cristã)




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